Marina exonera assessores do Senado
Candidata demite dois funcionários do gabinete que atuavam na campanha, mas diz que situação era regular
Presidenciável disse, ao ser questionada sobre uso da máquina, que há "tentativa de querer nivelar todo mundo"
DANILO SÁ COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE NATAL
A candidata à Presidência Marina Silva (PV) exonerou ontem dois assessores lotados em seu gabinete do Senado que atuavam na campanha. Na véspera, uma funcionária de confiança foi flagrada pedindo voto e negociando apoio de pastores evangélicos em Bauru (SP). Em nota, João Paulo Capobianco, coordenador da campanha de Marina, sustentou que Jane Maria Vilas Boas e Pedro Ivo de Souza Batista estavam "em condição regular do ponto de vista funcional e legal", mas serão exonerados imediatamente. Ontem, em Natal, Marina disse que os assessores estavam trabalhando na campanha de forma voluntária, durante o recesso parlamentar. Segundo ela, os dois estariam fazendo "o que lhes é interessante do seu tempo". Sobre Jane, que distribuiu cartões com o brasão do Senado no encontro com religiosos, ela disse: "Assim como outros servidores nesse tempo visitam os pais em seus Estados, a Jane estava fazendo a militância dela". Ainda em Natal, Marina criticou a repetição de atos irregulares por parte dos candidatos na campanha. "Quem cometer erros deve ser multado, sim, pela Justiça. Mais do que receber a multa, é preciso não repetir os erros", disse Marina. Mais tarde, em Recife, a candidata disse haver "uma tentativa de querer nivelar todo mundo", ao responder sobre o possível uso da máquina na sua campanha. "Eu sempre digo, do ponto de vista político, que não basta ser honesto, tem que parecer honesto", afirmou. Marina declarou que mais dois servidores também serão afastados para se integrarem à campanha.
Colaboraram JEAN-PHILIP STRUCK, de São Paulo, e FÁBIO GUIBU, de Recife |
|||||||||||