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Data: 31/07/2010 Veículo: O GLOBO Editoria: ECONOMIA
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Levantamento do GLOBO em 10 lojas mostra que um mesmo produto pode custar até 88,09% mais
A poucos dias da volta às aulas, muitas famílias reforçam o material escolar que será usado no segundo semestre pelas crianças. Agora, os maiores complementos são cadernos, lápis, canetas, papéis e itens para colorir (do giz à tinta). Segundo especialistas, para reduzir o peso desse gasto pósférias, a hora é de pesquisar e negociar sempre os melhores preços.
Levantamento do GLOBO em 10 lojas reafirma a importância de comparar os preços. Pela pesquisa, é possível encontrar o mesmo item até 88,09% mais caro.
Caso da cola Pritt, que sai por R$ 7,90 na Papelli de Niterói, mas por R$ 4,20 no site da Casa Cruz. Erra quem pensa que a internet traz sempre os melhores preços.
A caixa de lápis de cor do Homem-Aranha sai por R$ 9,45 na Saraiva.
com - 68,75% acima do cobrado na Kalunga (Via Parque).
- A hora é de pesquisar, mostrar os preços de um concorrente para o outro, pedir descontos para compras maiores e pagamento à vista, pedir para as condições à vista serem mantidas nas compras a prazo e em quaisquer outras condições que sejam favoráveis - aconselhou Eduardo Camilo, professor da ESPM-RJ, especialista em preços e concorrência.
De acordo com o IBGE, os artigos de papelaria ficaram 0,69% mais baratos em julho, apesar da alta no ano de 5,34%. Os cadernos tiveram seus preços reduzidos em 0,63%. Mas, no ano, acumulam variação de 2,80%.
- Já há alguns anos temos supermercados, livrarias e grandes redes de varejo oferecendo material escolar. Essa entrada de novos fornecedores trouxe um aumento da disponibilidade que pressiona os preços para baixo - comentou Camilo.
É o caso do Extra, que vende artigos de papelaria. Na briga pelo consumidor, a marca antecipou negociações com fornecedores e, com isso, há artigos mais baratos que em 2009. A rede prevê crescimento nas vendas de até 20% frente aos últimos três meses.
Nas papelarias, já se encontram produtos esgotados.
Na Papelli, em Niterói, acabaram os estoques de artigos como a caixa de lápis de cor do Homem-Aranha, hidrográficas da Pucca e do Superman e os cadernos do Pooh. Nos meses de julho e agosto, as vendas de artigos de papelaria sobem 20%.
- Mochila, estojo, caderno e folha de fichário da moda, como Paul Frank, Kipling e com personagens, são os primeiros a esgotar - contou Andréa Ortiz, sócia da Papelli.
Especialistas ressaltam que, do Ben 10 à Barbie, os ídolos podem dobrar o valor do produto. Vale, portanto, não levar as crianças nas compras - já que elas se sentem mais atraídas pelos produtos que trazem seus heróis.
A LISTA DOS COLÉ
Alguns colégios cobram taxa de material, o que é permitido por lei, desde que a taxa não cubra materiais à venda em papelarias (lápis etc.), e sim apostilas e material pedagógico próprio.
Na lista, a escola não pode solicitar produtos de uso coletivo, como de higiene e limpeza. E também não pode exigir marcas ou locais específicos para a compra do material - nem que seja na própria instituição. |