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Data: 31/07/2010 Veículo: JORNAL DE BRASILIA - DF Editoria: ECONOMIA
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Bebidas alcoólicas e perecíveis ajudam setor a aumentar faturamento As vendas reais nos supermercados cresceram 4,92% em junho em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a maio, as vendas do setor apresentaram retração de 4,59%. No semestre, o faturamento dos supermercados teve alta de 5,57% sobre igual período do ano passado. Os números estão deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O volume das vendas entre janeiro e junho registra crescimento de 6,5% em comparação a igual intervalo de 2009, de acordo com levantamento da Nielsen, encomendado pela Abras. O avanço da quantidade de produtos vendidos foi puxado pela cesta de bebidas alcoólicas (+15%), bebidas não alcoólicas (+10,9%), perecíveis (9%) e limpeza caseira (6,2%). Segundo a Abras, o setor supermercadista mantém bons índices de vendas impulsionados pela geração de empregos, recorde no primeiro semestre, e crescimento da massa salarial. A queda nas vendas de junho ante maio foi influenciada pelo efeito calendário, já que maio contou com cinco finais de semana cheios enquanto junho teve quatro. O valor da cesta de 35 produtos de largo consumo, como alimentos, limpeza e beleza, medido pela GFK, apresentou queda nos preços em junho ante maio, de 1,22% para R$ 275,91. Na comparação com junho de 2009, o valor avançou 3,89% Os produtos com maiores alta em junho ante maio foram farinha de mandioca (+3,53%), xampu (3,34%) e queijo prato (3,23%). As maiores quedas no período ficaram com batata (19,29%), tomate (9,74%) e açúcar (7,12%).
EXPECTATIVAS O volume de vendas de produtos comercializados nos supermercados deve acelerar no segundo semestre, segundo o presidente da Abras, Sussumu Honda. "Há tempos que não se vendia tanto nos supermercados. E o segundo semestre, tradicionalmente, é mais aquecido", afirmou Honda. Segundo Honda, o aumento do volume vendido nos supermercados foi impactado positivamente pela estabilidade nos preços dos produtos comercializados nos pontos de venda, aliado ao incremento da massa de rendimentos resultante do crescimento da geração de empregos. Em junho, alguns dos principais produtos da cesta dos consumidores tiveram retração nos preços ate maio, com destaque para batata (19,2%), tomate (9,7%) e açúcar (7,1%), segundo pesquisa encomendada à GFK. Essa queda nos preços, destaca Honda, vem se refletindo em uma desaceleração do ritmo de crescimento do faturamento real das vendas nos supermercados, que entre abril, maio e junho ficou na faixa de 5,5% a 6%, ante 8,6% do primeiro trimestre - ambos na comparação com o mesmo período de 2009.
Eleições são bemvindas
De qualquer forma, o presidente da Abras, Sussumu Honda, confessa acreditar que o faturamento no setor supermercadista deve acelerar a partir do mês de agosto, impulsionado, principalmente, pelas eleições, juntamente com o aquecimento sazonal do final do ano da economia brasileira. "Mantemos nossa projeção de crescimento real das vendas nos supermercados de 8% a 9% para este ano", afirmou Honda. O crescimento do volume das vendas nos supermercados foi maior, por exemplo, nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais, além da região do interior do Rio de Janeiro, com alta de 9,8% no primeiro semestre, ante o mesmo período de 2009, seguido pelo Nordeste (8,6%), Sul (8,4%), Grande São Paulo (7,7%). No semestre, o volume da venda de cervejas avançou 17,9%, puxando a categoria de bebidas alcoólicas. Entre as bebidas não alcoólicas, o destaque são os refrigerantes, com alta de 11,8%. Os produtos perecíveis com maior crescimento foram leite fermentado (22,5%), pizza congelada (15,1%) e queijo (14,8%).
SAIBA + A Região Norte apresentou em junho a cesta básica mais cara do País, de R$ 321,35 (uma alta de 2,4% em relação ao mês de maio). Na sequência estão as regiões Sul, com uma cesta básica avaliada em R$ 300,14 (com uma queda de 2,78% em relação a maio). A Região Sudeste veio na sequência, com uma cesta básica custando R$ 262,18 (retração de 2,31%) e a Região CentroOeste, com os produtos cotados ao preço de R$ 253,48 (1,56%); e Nordeste, de R$ 232,30 (2,52%). |