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Data: 31/07/2010 Veículo: JORNAL DE BRASILIA - DF Editoria: ECONOMIA
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Dieese diz que houve maior taxa de emprego nas cidades de menor renda Da Redação Para os desempregados a notícia é boa: aumentou o número de postos de trabalho nas regiões administrativas do Distrito Federal. A pesquisa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com ela, de junho do ano passado para junho deste ano, houve maior taxa de emprego nas cidades de menor renda, como Ceilândia, Samambaia, Brazlândia, Paranoá, São Sebastião, Santa Maria e Recanto das Emas, em comparação com o Plano Piloto, Lagos Sul e Norte. O número de pessoas que passaram a trabalhar foi de 4 mil. A taxa de desemprego total, em junho, no DF atingiu 14%, contra 14,3% no mês de maio. O número de postos gerados foi de 5 mil. O economista da instituição Tiago Oliveira explica que os setores que mais geraram empregos foram os que não exigem tanto da formação do funcionário, como o comércio, indústria, construção civil. "Esse tipo de trabalho acolhe pessoas com níveis escolares mais baixos." Serviços de auxiliares, que são trabalhos desligados das atividades das empresas e têm também menor remuneração que os demais, foram os que mais cresceram nas cidades do chamado Grupo 3.
EXEMPLO O morador de Samambaia e cozinheiro do Restaurante e Pizzaria Domani Marcelo Moura de Sousa, 29 anos, é um bom exemplo de mais novo empregado. "Estou trabalhando há apenas três dias aqui", conta. "Estou ganhando mais de um salário-mínimo, carteira assinada, porque já tenho dez anos de experiência na cozinha", diz. Marcelo que é casado e tem um filho de 12 anos, afirma não ter encontrado tanta dificuldade para conseguir emprego. "Eu realmente senti essa diferença em relação às oportunidades de trabalho porque agora há mais opções", acredita. "Acho que ainda está um pouco difícil para as pessoas com menos experiência nas áreas de atuação, mas para as que têm, não está mais tão complicado", completa. O cozinheiro leva apenas cinco minutos, a pé, para chegar ao local de trabalho. Para Paulo Kirchheim, do restaurante, isso é um benefício. "Principalmente pela pontualidade e pelo custo de transporte. É uma economia." Ele, que tem como equipe 40 pessoas, sendo 15 de Samambaia, diz priorizar as pessoas que moram na cidade e perto do trabalho. "Dou prioridade para as pessoas que moram aqui, porque é a cidade que a gente atende e de onde a gente tira o lucro", conclui. A Domani é uma prova do aumento de empregos. Kirchheim fala que lá mesmo há vagas para garçom e auxiliar de cozinha. "Ainda está difícil encontrar funcionário", diz. O Dieese faz todo mês uma pesquisa de emprego e desemprego As cidades são divididas em três grupos. No Grupo 1 ficam o Plano Piloto, Lagos Sul e Norte. No segundo, as cidades com melhor distribuição econômica, e no terceiro. as de baixa renda, citadas acima.
SAIBA + Os setores que mais criaram postos de trabalho, em junho, foram: Administração Pública (4 mil ou 2,1%), Indústria (3 mil ou 6,5%) e os Serviços (2 mil ou 0,3%). Em 12 meses, os setores mais importantes em termos de criação de postos de trabalho foram: Serviços (36 mil ou 6,4%), Comércio (13 mil ou 7,4%), Construção Civil (sete mil ou 12,1%), e Indústria (5 mil ou 11,4%). De 57 mil empregados gerados pelo setor privado, 54 mil foram com carteira assinada. |